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Publicado em 13/06/2015 10h22

Cinco filmes que provam que a vida de solteiro pode ser maravilhosa

O Medi-Cine é um projeto personalíssimo de Mercedes Martínez, criminologista e psicoterapeuta que trata seus pacientes com filmes que, depois de vistos, são debatidos.

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O Medi-Cine é um projeto personalíssimo de Mercedes Martínez, criminologista e psicoterapeuta que trata seus pacientes com filmes que, depois de vistos, são debatidos. Segundo a especialista, essas belas histórias incentivam a superação de crises pessoais profundas; “e, se nem sempre podem substituir um especialista [psicólogo], ajudam a encontrar um caminho". A seu ver, sentir-se só é uma das grandes queixas contemporâneas porque evitamos ver que desfrutar da privação de companhia é uma prova a mais de nossa boa saúde mental. “É questão de educação, de autoestima e do que aprendemos sobre o amor próprio. Apaixonar-se por alguém sem cair no narcisismo é aprender a viver na companhia da nossa solidão, seja ela circunstancial, escolhida ou imposta, até o ponto de convertê-la em prazerosa. Essa seleção de filmes é uma boa maneira de começar a alcançar esse ponto.

Foto:Marion Cotillard numa imagem de ‘Até a Eternidade’

Seu poder de sedução aumenta

'Entre Dois Amores’ (Sydney Pollack, 1985). O protagonista do filme, Denys Finch-Hatton, talvez seja um dos personagens emocionalmente mais inteligentes do cinema em sua capacidade de amar e entregar-se de modo independente, respeitando sua liberdade acima de tudo. Existe nesse personagem, interpretado por Robert Redford, um alinhamento coerente entre o que pensa, o que diz, o que sente e o que faz. Não há fingimento em sua solteirice, o que o converte em alguém tremendamente desejável. Já começa a ver os benefícios?

  • Foto:Robert Redford em ‘Entre Dois Amores’

Livres para a aventura

'Até a Eternidade’ (Guillaume Canet, 2010). O personagem que Marion Cotillard interpreta e seu amigo de infância defendem até as últimas consequências sua condição de solteiros. Eles têm um GPS emocional que os afasta de tudo o que cheire a compromisso numa relação estável. Sua independência lhes permite trabalhar em países exóticos para organizações humanitárias, elevando o amor impessoal, conceitual, ao nível da disciplina. Eles se refugiam na amizade com todos os seus matizes.

  • Foto:Cena do filme 'Até a Eternidade’

 

Um grande processo de aprendizagem

'Na Natureza Selvagem' (Sean Penn, 2007). O filme se baseia numa história real e mostra um personagem que orienta sua solidão para a natureza selvagem como única companheira. Sua decisão é tão firme que vai deixando pelo caminho vínculos de muita qualidade, talvez por medo de repetir as feridas do modelo familiar que ele rechaça e do qual foi vítima. Como a decisão não tem por que ser definitiva, volta para compartilhar o que entendeu sobre o sentido da vida. Isso não acontece e ele se perde. No caminho de volta, ao deparar com o primeiro obstáculo, já cansado da sobrevivência, não é capaz de criar opções ou uma situação favorável, repete o que já é conhecido e sucumbe, mas não sem antes chegar à iluminação.

  • Foto:Emile Hirsch numa imagem de 'Na Natureza Selvagem'

Amantes e amigos povoam sua vida

‘Sob o Sol da Toscana' (Audrey Wells, 2003). A protagonista não só ficou solteira. Também se livrou de um companheiro nefasto. Depois do desgosto inicial de repentinamente saber que está sendo enganada, dá-se conta de que estar solteira lhe permite ficar disponível para uma infinidade de oportunidades. Escolhe fazer uma viagem à Itália e, deixando-se levar, muda de vida, comprando uma casa na Toscana. No novo endereço conhece uma senhora que mantém relações pela internet, o que lhe permite ocultar sua idade e fazer falar seu coração apaixonado; testemunha a força do primeiro amor que surge num casal de adolescentes; e também presencia o amor imenso e natural da relação estável e engajada de seus vizinhos maduros. Além disso, consola suas melhores amigas por suas separações e se entrega à sensação livre de ter um amante, celebrando sua recente condição de solteira. Isso soa muito bem.

  • Foto:Diane Lane e Raoul Bova em 'Sob o Sol da Toscana'

 

Uma oportunidade para gostar mais de si mesmo

 

'Direito de Amar' (Tom Ford, 2009). Um estudo realizado em 1994 por Mihaly Csikszentmihalyi (o grande psicólogo da felicidade) comprovou que os adolescentes que não suportam a solidão são incapazes de desenvolver talento criativo. Nesse filme não há adolescentes, mas duas pessoas que se veem afastadas de seus pares repentinamente e de forma indesejada. O caminho que se abre está cheio de oportunidades, não só de brilhar, mas também de chegar à autoestima. Já advertia Shakespeare: "Amar a si mesmo é um pecado menos grosseiro do que se detestar."

  • Foto:Colin Firth numa imagem de 'Direito de Amar', de Tom Ford.
  • imagens da internet

 

Fonte: Da Internet
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