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João Pessoa, 05 de Dezembro de 2019.



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Publicado em 19/11/2019 10h36

Negras e Negros marcham unificados pela Democracia e Contra o Racismo em JP

Nesta terça-feira (19), João Pessoa recebe a ‘Marcha da Negritude Unificada da Paraíba pela Democracia e Contra o Racismo’.

Ouça o áudio:  Negras e Negros marcham unificados pela Democracia e Contra o Racismo em JP

Imagem da internet

Nesta terça-feira (19), João Pessoa recebe a ‘Marcha da Negritude Unificada da Paraíba pela Democracia e Contra o Racismo’. O ato de resistência político-cultural é apartidário e faz parte de iniciativas promovidas por ativistas de diversos movimentos sociais que atuam contra o racismo, por igualdade e equidade de gênero, etnicorracial, geracional. A marcha acontece a partir das 14h, em frente ao Theatro Santa Roza, no centro da capital.

O evento é alusivo ao Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, instituído pela lei nº 12.519/2011, em referência à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares em Alagoas em 1695.

Além de denunciar o racismo estrutural, institucional e casos de intolerância, o ato ‘Marcha da Negritude Unificada da Paraíba pela Democracia e Contra o Racismo’, vai conclamar autoridades e a sociedade sobre a realidade da população negra.

Vidas Perdidas

Segundo dados do Sistema de informações sobre Mortalidade (SIM/MS) e do Censo Demográfico do IBGE, de 2010, enquanto a taxa de homicídios de negros no Brasil é de 36 mortes por 100 mil negros, a mesma medida para os “não negros” é de 15,2.

Consideradas todas as violências letais: homicídios, suicídios e acidentes, os homens negros apresentam a maior perda de expectativa de vida 3,5 anos de vida, contra 2,57 de outra cor/raça. Alagoas é o estado com maior perda de expectativa de vida (6,2 anos), seguido pelo Espírito Santo (5,2 anos) e Paraíba (4,8 anos).

Mais de 39 mil pessoas negras são assassinadas todos os anos no Brasil, contra 16 mil de outras “raças”. Para além da extinção física, há milhares de mortes simbólicas por trás das perdas de oportunidades e de crescimento pessoal que muitos indivíduos sofrem, apenas pela sua cor de pele. São vidas perdidas em face do racismo no Brasil.

O racismo se manifesta das mais diversas formas no Brasil: está na falta de representatividade de homens e mulheres negras nos espaços públicos, nos guetos de exclusão e pobreza, mas também no imenso número de assassinatos que ocorrem todos os anos. O Mapa da Violência mostra que enquanto o homicídio de mulheres negras experimentou um crescimento de 54,2% entre 2003 e 2013, no mesmo período, o homicídio de mulheres brancas caiu 9,8%. Não bastasse a violência contra si, a mulher negra também experimenta com maior intensidade a violência contra seus filhos, irmãos e companheiros. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, dos cerca de 30 mil jovens entre 15 e 29 anos assassinados por ano no Brasil, 93% são homens e 77% são negros.

Mais do que visibilizar a vulnerabilidade das mulheres negras, com generosidade e solidariedade, elas se levantam diariamente e lutam para que outras mulheres não passem por suas dores e dificuldades; a liderança na busca por justiça por filhos desaparecidos e assassinados pela violência, inclusive da polícia. Mulheres do campo, quilombolas, ribeirinhas, indígenas e muitas outras – o grito pelo acesso à terra. Das jovens estudantes a cobrança crescente pela qualidade à educação. Pelo direito a decidir pelo próprio corpo, pela descriminalização do aborto.

Somente conseguiremos erradicar o racismo, com políticas de Estado, efetivação de políticas de reparação e eficiente e eficazes. Reconhecer que sem as mulheres negras e seu pensar ativo não teremos o pleno exercício de nossos direitos. Ser mulher negra é enfrentar a dor, enfrentar a luta cotidiana, sobreviver e seguir mais adiante. A dor não vai passar, mas a mulher negra se levanta generosamente para lutar de forma que outras não experimentem o que ela viveu.

Programação

A concentração terá início às 14h, em frente ao Teatro Santa Roza, na Praça Pedro Américo s/nº, centro da capital, às 16 horas, a Marcha dá início, encerrando no Parque Sólon de Lucena (próximo ao prédio da Esplanada), no palco haverá falas dos movimentos sociais organizadores e apresentações de artistas e grupos da cultura negra, afro-brasileira e periféricas: Tambores de lua, Escurinho, Vó Mera e suas Netinhas, Glaucia Lima (a confirmar), Jany Santos e Zé Reinaldo (Coloral), Nivaldo Pires (Hip Hop), Samba Raiz, Batalha Hip Hop Coqueiral, Slam Paraíba, Preto-A entre outras atrações.

Fonte: Da internet
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