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Coluna Dr.Aucélio
Coluna Dr. Aucélio Gusmão: Agenda integrada,líder eficaz. PDF Imprimir E-mail
23-Ago-2010
“a força de uma corrente é igual a força de seu elo mais fraco”.

Garantir uma adequada desenvoltura e o sucesso, é a grande responsabilidade do líder. Para tanto, basta encontrar os objetivos e caminhos certos para sua empresa.

No marketing, encontramos o exemplo, nos famosos “4P” – que constituem a conhecida estratégia do vencedor – produto de qualidade, preço compatível, ponto de distribuição fácil, e promoção, ou seja, satisfatória divulgação no mercado, os quais uma vez integrados, estabelecem uma complementariedade, ocasionando o alcance dos objetivos desejados, tendo como premissa e convicção “a força de uma corrente é igual a força de seu elo mais fraco”.

Não pode faltar sustentação. É preciso que se crie uma plataforma como retaguarda para que ofereça apoio às atividades estratégicas e operacionais. Nos últimos vinte e cinco anos, o mundo dos negócios tem mudado muito. Seguidamente fecham, transformam ou criam novas empresas em períodos encurtados.

A revolução tecnológica, a globalização, a abertura de mercados e do sistema financeiro geram chances enormes para produtividade e inovação, gerando também um clima intenso e agressivo de competição, volátil e difícil de precisão.

Muitos conceitos, técnicas de ferramentas foram submetidos a adaptação, sob pena da obsolescência. A gestão do capital humano foi ampliada para maximização do potencial de todas as pessoas da empresa, realidade dos dias de hoje para competirem e crescerem.

Qual a decorrência deste fato? Observação permanente do posicionamento dos líderes e seus modelos de gestão, saber se aproveitar desse poder criativo, estimulando e praticando democracia, participação, criatividade e imaginação.

Com tais novidades, cresceu bastante a complexidade do mundo dos negócios em relação a seus líderes. São questões que se somaram aos compromissos anteriores, sem pretensão de substituí-los, até porque disciplina, foco e eficiência guardam sua importância em todos os tempos.

Dentro deste contexto, alguns dilemas e aparentes contradições, passaram a cobrar gestões tipo: democracia e disciplina, inovação e foco, curto e longo prazo, eficiência e criatividade. Além do mais, companhias bem sucedidas costumam operar foco estratégico. Todavia, para sobrevivência competências multifuncionais ou serão esquecidas pelo mercado.

Chega a criatividade, em que pese restrições ou limites. Nas duas situações, não adianta espernear, resta administrar os conflitos. A visão integrada seria então a idéia de que o melhor desempenho decorre da sinergia e complementariedade de muitos fatores pessoais, processos, estratégia, cultura, modelos operacionais, que atuem de forma harmônica.

Por fim, a lição de Peter Drucker, o mestre, que definiu com a competência necessária, eficiência e eficácia. Muitas vezes fazemos bem feito, somos eficientes, mas não somos suficientes. O mestre ensinou também que o ideal reside em fazer bem feito, as coisas certas, ocasião que nos tornamos efetivamente eficazes.

 

 

Aucélio Gusmão

Médico

 

 

 
Coluna Dr. Aucélio Gusmão: Viver sem verdade PDF Imprimir E-mail
09-Ago-2010

A ética é a materialização da verdade na ordem prática. 

É impossível ao homem viver sem a verdade. Deprecia a sua imagem, arruína o seu caráter. Verdade exige mais que referência, é preciso ser de fato.

Geralmente as pessoas que convivem com a mentira ou o sofisma, são pessoas desprovidas de ideais e amigos, isoladas, seres sociais que precisam justificar suas presenças, pairas, pessoas inafirmativas.

Viver é ter uma tarefa a cumprir – do bem – de maneira satisfatória, com respeito pelos semelhantes, tendo a consciência que a ética é a materialização da verdade na ordem prática.

A verdade não é algo inventado. É antes de tudo algo que se descobre. Não é mera teoria, sua ausência pode comprometer todo o nosso ser, levando-nos ao descrédito.

Honra, moral e ética caminham juntas. Lope da Vega, poeta Espanhol, certa ocasião afirmou “A verdade não tem medo de nada, a não ser de estar escondida”. Nitzsche, o filósofo Alemão achava que não há fatos eternos nem verdades absolutas. Existem variáveis, bem piores, decorrentes do avarento, do desonesto, da covardia, do falso ou do desequilibrado.

Estes inclusive são detentores de personalidades oscilantes, perigosos para qualquer sociedade.

Quem convive com o correto e o justo, cria uma harmonia entre a razão e a emoção. A razão, tal qual a verdade, sem emoção é fria. Já a emoção sem a razão é perigosa, pois o pensar não se antecipa ao fazer, daí só equívocos, injúrias e irresponsabilidades acontecerem.

Na amizade há uma troca de afetos e aprendizagem. Aristóteles disse que diante da amizade sadia, justa, cotejada por verdades, não há necessidade de justiça, por não existir amizade injusta, senão a ética e a moral se distanciariam.

Aqueles que mentem ou sofismam, abusam da fé alheia, ludibriam a consciência dos outros, usam no cotidiano insinuações cavilosas, procurando adquirir dotes que não são detentores, não merecendo o respeito dos demais.

Pobres daqueles que não conseguem conviver com a verdade, afinal nem todas as verdade são para todos os ouvidos. A verdade nunca prejudicou uma causa justa – Gandhi.

 

Aucélio Gusmão

Médico

 
Coluna Dr. Aucélio Gusmão: Desenvolvimento Humano PDF Imprimir E-mail
02-Ago-2010

Currículum Vitae significa a traje-tória da vida e não a corrida da vida.

O homem precisa de um aprendizado continuado no curso de sua vida. Quem segue um caminho diferente, de repente, se depara com a obsolescência, muitos passaram na sua frente, tornaram-se mais competitivos e melhores.

Gente não nasce pronta e vai se gastando. Na verdade, as realidades é que mudam e com elas as necessidades, daí a razão de atualizações permanentes.

Vejam só. Até o pedantismo social consumista mudou. Antes a referência era posse de bens, que estabelece a diferença “eu tenho isto e você não tem”, “eu sou melhor que você porque tenho isto ou aquilo”.

O foco atual é outro. Da posse passou para familiaridade e consumo, conhecer e consumir corriqueiramente. “Você ainda não conhece?”. “Você ainda não utiliza?”. Sendo assim, estabelecia sinalizações tipo desatualização e um certo arcaísmo, desconexão com o moderno.

O cuidado deve residir na conceituação exata entre o disponível e o supérfluo. Conhecer exatamente o valor agregado. Dizem que Eurípedes, o grego que viveu o período de abundância para as elites, tal qual nosso país nos dias atuais, certa ocasião foi instado a definir o que seria abundância, tendo respondido “um nome, nada mais, para os sensatos, basta o necessário”.

Por outro lado, é preciso pressa. As coisas acontecem com muita rapidez. Ou pressa, ou o trem já passou. Currículum Vitae significa a trajetória da vida e não a corrida da vida!

Por que crescer e desenvolver? Os tempos oportunizam realidades distintas. O bom de ontem perdeu a racionalidade nos dias atuais. Vivemos um mundo revolucionário na tecnologia. As distâncias foram encurtadas. Os costumes das sociedades mais emancipadas, massificadas, globalizadas. A economia mundializada. Na medicina, diagnósticos fabulosos, robôs operando, algo imaginado nos filmes de ficção.

Se o conhecimento altera a qualidade de vida e cria problemas, não é através da ignorância que podemos solucioná-los. O conhecimento não pode fazer todos líderes, mas pode ajudar a decidir que líder seguir.

Não há nada mais inútil do que fazer de forma eficiente o que não deveria nem ser feito. Quanta coisa já se fez sem que impactasse no viver do homem? Não se esqueçam, há dois objetivos na vida: primeiro conseguir o que se deseja e ser feliz, segundo ser capaz de se aproveitar disso.

Só os mais sábios alcançam a segunda etapa, disse Logan Smith, ensaísta americano.

 

Aucélio Gusmão

Médico

 

 

 
Coluna Dr. Aucélio Gusmão: A propósito do tempo PDF Imprimir E-mail
26-Jul-2010

O dia tem uma extensão infinita para aqueles que sabem avaliá-lo e usá-lo corretamente, palavras de Goethe. O tempo não aproveitado é passado. O futuro está sempre em construção, o hoje precisa ser aperfeiçoado, nada é eterno nem está concluído.

Novas expectativas, novas necessidades são criadas, e com elas a inquietação humana, sinal da perenidade da inovação, que nunca termina.

Precisamos ser produtivos, eficientes e eficazes. Só assim sobreviveremos e prosperaremos. Tais caminhos levam à eficiência e eficácia, maneira de se chegar aos objetivos desejados. Decididamente, o sucesso depende de sua atitude, você é que faz com que aconteça.

Da sabedoria de Guimarães Rosa vem uma advertência fantástica “o animal satisfeito, dorme”. Ao dormir paralisa suas atividades mental e intelectual, nada oferece a nível de ação. De outra maneira seria a apatia proporcionada pelo conforto, a sedução do repouso com plenitude, acomodação.

A satisfação, portanto, é perigosa porque cancela, termina, acomoda. Não deixa margem para persistência, limita, como afirmou Mário Sérgio Costella. O ideal é fazer o que é importante e ignorar o que não for, com a convicção de que quase a totalidade das coisas urgentes eram importantes, porém não foram assim enxergadas.

O sucesso é um processo, um estado de espírito e uma maneira de ser. Nem sempre o que é bom para alguns, será para todos. Administrar bem o tempo responde por conquistas, por competitividade pela diminuição do estresse e da qualidade de vida.

O homem na sociedade atual é herdeiro e refém do tempo. Se a perfeição não é possível, a otimização certamente o será. Hoje em dia há muita pressão pela economia do tempo no trabalho. Hora extra versus produtividade é a dialética. Estudos a propósito demonstram amplamente que hora extra não se transforma em produtividade. O estresse e o cansaço diluem a eficiência.

As pessoas comuns preocupam-se apenas com o passar do tempo. As de talento e conhecimento em utilizá-lo bem (Arthur Schopenhauer). Não tenha pressa, mas não perca tempo (José Saramago). Administrar o tempo é que é o desafio.

Junto ao argumento de Guimarães Rosa, o pensar extraordinário de Eno Theodoro Wanke, brasileiro, trovador e poeta, e façam suas reflexões “antes de os relógios existirem, todos tinham tempo. Hoje, todos têm relógios”.

 

Aucélio Gusmão

Médico

 
Coluna Dr. Aucélio Gusmão: Escolha de poder PDF Imprimir E-mail
20-Jul-2010

Um líder é um produto vivo, que deve ter uma história isenta, exemplar, que inspire confiança e resista a todo e qualquer tipo de avaliação. 

Toda ocasião que nos deparamos com processo político-eleitoral, somos remetidos a algo de extrema relevância – escolher e escolher correto – atitude onde se faz presente a ética e a moral.

Indagações não faltam. Qual o melhor regime possível? A República. Qual o melhor regime realizável? As leis. O que significa competência em matéria política? Ora, se o bem for uma idéia, a justiça depende então do saber, visão socrática. Platão, contudo diverge “quem conhece o bem é o filósofo, logo o filósofo deve ser o rei”.

De tudo isto, podemos concluir “a cidade onde reina o filósofo é justa, o homem é feliz, vive conforme a natureza, ainda que seja escravo”.

Outra contestação é de que se os poderes forem exercidos para satisfazer o interesse privado de uma só pessoa, de um grupo ou de apenas uma classe social, este governo ou liderança, está desvirtuado ou equivocado.

Elegeu o exclusivismo, deu as costas para o coletivo, se perdeu. Desta deturpação deve ter surgido a palavra politicagem. Geralmente se utilizam de todos os artifícios para enganar os demais, fazendo uso de promessas e discursos falaciosos, cujos méritos jamais serão materializados.

São lideranças vestindo capa de cordeiro, quando na verdade são lobos. Um líder é um produto vivo, que deve ter uma história isenta, exemplar, que inspire confiança e resista a todo e qualquer tipo de avaliação.

Ninguém compra mais de uma vez um mau produto. É uma verdade. Todo homem deve ser olhado sem subterfúgios, na certeza que pode ser bom ou mau, ter virtudes ou defeitos. Dizem que o que diferencia o homem do animal é a consciência, com o agravante, ao cometer o erro, o delito, faz conscientemente.

Dourar a pílula ruim não modifica seu lado censurável. Por isto conclamamos a todos, principalmente o meio empresarial, no sentido de uma conscientização em torno do tema discutido. Há uma separação facilmente constatada em todo o conjunto. Nem todos estão no mesmo barco.

A decisão é de cada um. Alguns órgãos oficiais já denunciaram cidadãos detentores de condutas não recomendáveis. Melhor é evitá-los, antes que reste apenas o dilema do equívoco cometido e a lamentação.

O conceito de poder reflete a idéia intuitiva de disputa. Algumas pessoas conseguem mais que outras. A maioria das teorias assume que o poder é desejado, que cada indivíduo assume decisões que sejam consistentes com suas preferências e identidades.

A distribuição de poder em uma sociedade é uma distribuição de vantagens. Contudo, a premissa padrão da democracia é a igualdade de poder. A premissa padrão de ambição pessoal, é a busca pelo poder. A da divisão é a disputa pelo poder, e através dele, alcançar os resultados que lhes sejam convenientes.

Maquiavel há muito tempo atrás sentenciou “em todo conflito existem três componentes básicos – poder, dinheiro e mulher”. Os três juntos, às vezes dois ou um.


Aucélio Gusmão

Médico

 
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