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O inquérito de nº 2527 contra o senador Cícero Lucena, da Operação
Confraria, que corre em segredo de Justiça na Suprema Corte do País, vai
ser apreciado pelos ministros na sessão da próxima quinta-feira, dia
11, em decorrência de um agravo regimental proposto por um dos
envolvidos no processo, o ex-secretário da prefeitura de João Pessoa,
Everaldo Sarmento.
Até agora o plenário do STF não julgou o mérito das denúncias que
pesam contra Cícero Lucena e mais 36 pessoas envolvidas no esquema de
desvio de verbas públicas, fraudes em licitações, superfaturamento na
execução de obras, sobrepreço praticado nos serviços contratados,
pagamento por serviços não realizados e pagamentos em duplicidade de
diversos serviços na prefeitura de João Pessoa.
O processo teve início na 3ª Vara da Justiça Federal da Paraíba, mas
foi enviado para o Supremo Tribunal Federal em razão da eleição de
Cícero para o senado da República. No dia 26 de junho de 2008, a
ministra Ellen Gracie, que está a frente do caso, proferiu despacho
determinando o desmembramento do processo para os réus que não detêm
foro privilegiado.
Dentro do despacho da ministra Ellen Gracie, consta o parecer do
procurador-geral da República favorável ao desmembramento, ao mesmo
tempo em que requer a instauração da ação penal contra o senador Cícero
Lucena, por entender que há indícios suficientes da prática de crime.
Ele pediu que, ao final do julgamento do processo, seja Cícero Lucena
condenado nas penas dos delitos previstos no artigo 288 do CPB; artigo
1º, incisos I, IV e VII, do decreto-lei nº 201/67, combinados com o
artigo 69 do CPB e artigos 89, 92, 93 e 96, V, da lei nº 8.666/93,
também combinados com o artigo 69 do CPB.
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