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Tudo começou há 12 anos, em Campina Grande. Os meninos da Cabruêra
entraram na onda musical vinda no Estado vizinho Pernambuco, no
Movimento Mangue, que procurava misturar informações, conectar mundos,
juntar ritmos populares com sonoridades pop: maracatu e rock.
De lá pra cá, muita coisa mudou, inclusive a formação, que mantém
apenas o líder e idealizador do projeto, Arthur Pessoa. É uma Cabruêra
renovada que se apresenta nesta sexta-feira (30) na programação do 35º
Festival de Inverno de Campina Grande.
ado por mais de uma década de palco, Arthur desenvolveu muito sua
presença de palco. Além de cantar, brinca, representa, interage com o
público. No show de hoje, que tem como base o repertório do quarto e
último trabalho da banda, Visagem, que foi patrocinado pelo Programa
Petrobras Cultural, Arthur comandará os meninos cantando os cocos
eletrificados.
Músicas de domínio popular como “Olha o Doce”, na verdade um pregão, e
“Passarada” ganham uma roupagem com jeitão de rock-and-roll. Há também
releituras do cancioneiro popular nordestino que fazem parte do
repertório da banda. Uma delas, gravada de discos anteriores, é
“Carcará”, de João Donato - aqui, geralmente, Arthur Pessoa costuma
subir em uma das caixas de som e ficar gingando.
O Rei do Baião, Luiz Gonzaga, também comparece. É o caso da versão
hardcore de “É Proibido Cochilar”, canção de Antonio Barros e Cecéu.
Outra versão interessante é “Pau de Arara”, parceria de Luiz Gonzaga e
Guio de Moraes; aquela canção cujo refrão diz “xote, maracatu e baião/
tudo isso eu trouxe no meu matulão”.
Uma marca registrada do grupo: o estranho som retirado a partir da
fricção da caneta com as cordas da viola que rendeu o chamado “forró
esferográfico”. O repertório, que contempla canções do começo da
carreira, não deixou de fora duas músicas instrumentais tocadas desta
forma.
Cabruêra é: Arthur Pessoa (voz, escaleta, acordeom e violão
esferográfico), Pablo Ramires (bateria, percussão e programações), Léo
Marinho (guitarra) e Edy Gonzaga (baixo).
Fonte: da internet
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